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A individualidade da fêmea, da qual o macho é intensamente consciente, mas com a qual ele é incapaz de relacionar-se, de compreender ou alcançar emocionalmente, o assusta, o perturba e enche-o de pavor e de inveja. Assim, ele nega a individualidade dela, e se dispõe a definir todo mundo, ele ou ela, em termos de função ou de uso, assegurando para si, logicamente, as funções mais importantes – médico, presidente, cientista –, a fim de dar-se uma identidade, se não uma individualidade, e convencer, a si mesmo e às mulheres (teve melhor êxito convencendo as mulheres) que a função da fêmea é conceber e criar os filhos e relaxar, confortar e impulsionar o ego do macho; que sua função é, em suma, tornar-se trocável por qualquer outra fêmea. Mas, na verdade, a função da fêmea é comunicar-se, divertir-se, amar e ser ela mesma, insubstituível por nenhuma outra; a função do macho é produzir esperma. Atualmente existem bancos de esperma.

Em conclusão, a verdadeira função da fêmea é explorar, descobrir, inventar, resolver problemas, fazer piadas, compor música – tudo com amor. Em outras palavras: criar um mundo mágico.

Valerie Solanas

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Trecho do livro ‘O Segundo Sexo’ – Simone de Beauvoir

“Em todas as civilizações, e até em nossos dias, ela inspira horror ao homem: é o horror da sua própria contingência carnal que ele projeta nela. A jovem ainda impúbere não encerra nenhuma ameaça, não é objeto de nenhum tabu, e não possui nenhum caráter sagrado. Em muitas sociedades primitivas seu sexo é considerado inocente. Os jogos eróticos são permitidos desde a infância entre meninos e meninas. É a partir do dia que se torna suscetível de conceber que a mulher fica impura.

Descreveram-se, muitas vezes, os severos tabus que nas sociedades primitivas cercam a jovem, quando de sua primeira menstruação; mesmo no Egito, onde era tratada com deferências especiais, a mulher permanecia isolada durante o período das regras. Muitas vezes expunham-na no telhado de uma casa, relegavam-na numa cabana fora da aldeia, não se devia vê-la nem tocá-la: mas ainda, ela própria não devia se tocar com as mãos. Entre os povos que praticam habitualmente o espiolhamento dão-lhe um pauzinho para se coçar. Ela não deve tocar os alimentos com os dedos. Por vezes, é-lhe radicalmente proibido comer; em outros casos a mãe e a irmã são autorizadas a alimentá-la por intermédio de um instrumento. Mas todos os objetos que entram em contato com ela durante esse período devem ser queimados. Depois dessa primeira provação,  os tabus menstruais tornam-se menos severos, mas permanecem rigorosos. Lê-se em particular no Levítico: “A mulher que tiver um fluxo de sangue em sua carne permanecerá sete dias na sua impureza. Quem a tocar será impuro até a noite. Todo leito que dormir… todo objeto  sobre o que se sentar será impuro. Quem a tocar em seu leito deverá lavar as roupas e a si próprio com água e será impuro até a noite.” Este trecho é exatamente simétrico ao que trata da impureza produzida no homem pela gonorréia. E o sacrifício purificador é idêntico em ambos os casos. Uma vez purificada, deve-se contar sete dias e trazer duas pombas ou dois pombos de leite ao sacrificador que os oferecerá ao Criador. É de observar que nas sociedades matriarcais, as atitudes atribuídas à menstruação são ambivalentes. Por um lado, ela paralisa as atividades sociais,  destrói a força vital, faz murcharem as flores, caírem os frutos; mas tem também efeitos benfazejos: os menstruos são utilizados nos filtros de amor, nos remédios, em particular para cortes e equimoses. Ainda hoje, certos índios quando partem para lutar com monstros quiméricos que frequentam seus rios, colocam à frente do barco um tampão de fibras impregnado de sangue menstrual,  cujas emanações são nefastas aos inimigos sobrenaturais. As jovens de certas cidades gregas ofereciam em homenagem no templo de Astarté, um trapo manchado com seu primeiro sangue. Mas desde o advento do patriarcado só se atribuíram poderes nefastos ao estranho licor que escorre do sexo feminino. {Simone nesse momento apresenta vários exemplos de como o menstruo continua sendo mal visto, tanto na literatura quanto no dia a dia. Ela cita exemplos de situações onde a mulher era proibida de passar por perto de certos lugares/ trabalhar em fábricas/ fazer comidas, porque supostamente o menstruo faria apodrecer certas coisas} […]

Seria muito insuficiente assimilar tais repugnâncias às que suscita o sangue em qualquer circunstância. Sem dúvida, o sangue é em si um elemento sagrado, penetrado mais do que qualquer outro pelo mana misterioso que é ao mesmo tempo vida e morte. Mais os poderes maléficos do sangue menstrual são mais singulares. Ele encarna a essência da feminilidade. É por isso que põe em perigo a própria mulher cuja mana assim de materializa. Durante a inicialização dos Chago, exortam-se as mulheres a dissimularem cuidadosamente seu sangue menstrual. “Não o mostres à tua mãe, ela morreria. Não o mostres às tuas companheiras pode haver uma maldosa que se aposse do pano com que te enxugaste e teu casamento seria estéril. Não o mostre à uma mulher má que pegará o pano e botará em cima de sua cabana… e não poderá mais ter filhos. Não joguem o pano no atalho nem no mato. Uma pessoa ruim pode fazer coisas feias com ele. Enterra-o no chão. Dissimula o sangue aos olhos de teu pai, de teus irmãos e de tuas irmãs.  Deixá-lo ver é um pecado.” (C.f . Lévi- Strauss, Les Structures élémentaire de la Parenté). Entre os Aleutas, se o pai vê a filha quando das primeiras regras, ela pode ficar cega ou muda. Pensa-se que, durante esse período,  a mulher é possuída por um espírito e carregada de forças perigosas. Certos primitivos acreditam que o fluxo é provocado pela picada de uma cobra, pois a mulher tem com a serpente e o largato suspeitas afinidades: o fluxo participaria do veneno do animal rastejante. O Levítico compara o fluxo menstrual à gonorréia, o sexo feminino sangrento não é apenas uma ferida, é uma chaga suspeita. E Vigny associa as noções de mácula e de doença quando escreve: “A mulher, criança doente é doze vezes impura.” Fruto de perturbadoras alquimias interiores a hemorragia periódica da mulher acerta-se estranhamente ao ciclo da lua: a lua tem também caprichos perigosos. A mulher faz parte da temível engrenagem que comanda os movimentos do planeta e do sol, é presa das forças cósmicas que regulam o destino das estrelas, das marés e cujas irradiações inquietantes o homem tem de suportar. Mas é principalmente impressionante que a ação do sangue esteja ligado a idéias de creme que azeda, de maionese que não se faz conscistente, de fermentação,  de decomposição; diz-se também que é capaz de provocar a quebra de objetos frágeis, de rebentar as cordas dos violinos e das harpas; mas tem sobretudo influência nas substâncias orgânicas a meio caminho entre a matéria e a vida; e isso menos por ser sangue do que por emanar dos órgãos genitais. Sem lhe conhecer sequer a função exata, sabe-se que está ligada a germinação da vida. Ignorando a existência do ovário, os Antigos viam mesmo nos menstruos o complemento do esperma. Em verdade,  não é esse sangue que faz da mulher uma impura; antes, ele manifesta a impureza. Aparece no momento em que a mulher pode ser fecundada e quanto desaparece, ela se torna em geral estéril; jorra do ventre em que se elabora o feto. Através dele exprime-se o horror que o homem sente ante a fecundidade feminina.”

Simone de Beauvoir, O Segundo Sexo, pág 186 a 190

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Heterossexualidade compulsória e existência lésbica – Adrienne Rich

Resumo:

Em clássico artigo feminista, a autora propõe a idéia da heterossexualidade como uma instituição política que retira o poder das mulheres. Ela desafia o apagamento da existência lésbica no pensamento feminista bem como no entendimento geral das relações de gênero na sociedade. O artigo trata da identificação entre mulheres em termos de uma agência politicamente motivada. Critica a ideologia que supervaloriza a heterocentricidade, mesmo entre feministas. De acordo com sua crítica, Rich coloca-se a favor de um continuum lésbico, que abarcaria um grande escopo de variedades de experiências de identificação entre mulheres. A existência lésbica deveria ser reconhecida historicamente e empodera as vidas de todas as mulheres.

Link do escrito 

Material Feminista 

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“Sermos mulheres juntas não era o suficiente. Éramos diferentes. Sermos garotas homo juntas não era suficiente. Éramos diferentes. Sermos negras juntas não era suficiente. Éramos diferentes. Sermos mulheres negras juntas não era suficiente. Éramos diferentes. Sermos sapatas negras juntas não era suficiente. Éramos diferentes.

Levou um tempo para percebermos que nosso lugar era não a segurança de uma diferença em particular, mas a própria casa da diferença.”

Audre Lorde

Patriarcado à mulheres: se eu quero a sua opinião, eu vou dá-la a você (Tradução)

Texto Original

Ele (ele é todo homem) me acusa de ter um argumento irracional e simplista, mas eu nem tentei argumentar. O que há com homens pensando que os “argumentos” das mulheres são errados quando mulheres não estão nem argumentando?

Argumentar com nossos opressores é inútil. Eles não vão entender. Nunca. E eles vão dizer sempre que eles ENTENDEM e que a razão pela qual eles não concordam é porque nosso argumento é equivocado. Mas eles estão errados. A razão pela qual eles não entendem é porque nosso argumento é baseado na REALIDADE FEMININA da qual eles não participam e nunca, nunca vão, porque eles nunca serão mulheres. Nunca. Nunca. É como explicar a televisão para homens da caverna sem mostra-los uma televisão. Há elementos na nossa realidade que são literalmente invisíveis a homens e sempre serão PORQUE eles são homens. Este não é um pensamento simplista e binário, isso é a realidade biológica, social e cultural. Felizmente, nós também não temos que convencer homens de nada para entendermos em nossas mentes sobre assuntos relacionados inteiramente a nós. Nós não devemos à homens explicações e certamente, nós não temos que referenciar todas nossas percepções através de homens para elas serem reais. Essa noção é misógina e colonizadora. Nós podemos analisar nossa própria realidade e homens não entendem uma palavra sobre isso. Eu não vejo = / = (diferente de) isso não existe. Nós vemos isso. Você não. E é por isso que chamamos isso de cegueira. E você vai sempre e sempre estar cego a realidade feminina, então não tente me dizer como é aqui. Eu estou completamente cansada de discutir feminismo, ou seja, realidade feminina com esse cara (ele é todo cara).

É mais divertido e vantajoso trocar ideias com mulheres, embora que ele ainda vá tentar parasitar algo (na verdade, tudo que ele puder até que estejamos mortas) da nossa energia batendo uma enquanto ele tenta intervir. Mesmo ignorando-o, nós temos que usar a nossa energia para continuar ignorando-o, porque ele constantemente nos atormenta por atenção.

Também eu quero adicionar que essa presunção que homens tem que quando mulheres nomeiam a sua realidade, na verdade estamos tentando argumentar com eles e presumem que não temos conceito de o que a nossa realidade é a menos que eles aprovem como reais. Como, embora, nós não podemos simplesmente exprimir “é assim” sem ter que receber a aprovação masculina da nossa situação. É por isso que eles pulam no argumento. A verdade é que nós não estamos argumentando. Nós estamos te dizendo. É assim. Nós não estamos te procurando para apurar isso para fazer ser real. Muito do problema desse paradigma é que mulheres vivem em um mundo onde a realidade dos homens é real, a realidade das mulheres não é real, e tudo que pensamos que pode ser real tem-se que passar primeiro por um homem para ter certeza de que ele veja isso também (leia: para que ele então possa assegurar-nos que estamos alucinando se acontecer de percebermos algo que possa comprometer toda a dominação dele sobre nós). Homens não fazem isso com mulheres. Eles não referenciam as percepções deles com as mulheres para terem certeza de que eles não são… espere… irracionais ou delirantes. Porque homens tem a cultura apoiando-os desde o nascimento dizendo que homens são racionais e mulheres não. Homens tem o patriarcado dizendo que homens são os decisores de tudo e que mulheres são abandonadas emocionais. Nós somos feitas para duvidarmos de nossas próprias percepções, mesmo quando sentimos nas nossas tripas o que é real e verdadeiro e todos sinais apontam para isso.

Mulheres que NÃO confirmam com homens que nossa realidade é real são registradas no radar masculino como nada mais que insanas, bruxas, precisando de lobotomia, histéricas, blá blá blá etc para sempre. Felizmente, uma vez que alcançamos esse ponto, essas tentativas feita por eles para continuar nomeando a realidade como ele acredita que é seu por direito cai no raso em mulheres que perceberam que isto é direito delas. Nós não pedimos validação masculina. Nós validamos nós mesmas e não nos importamos com o que homens pensam.

Imagine esse cenário:

Você vive numa cidade onde chove. Você viaja para outra cidade. Você diz a alguém que na sua cidade chove. A pessoa responde “eu não acho que este seja um bom argumento”. Você explica que você É de lá e que você VIU a chuva e que você na verdade não está argumentando, apenas dizendo para ele COMO É. Ele diz que isso também não é um bom argumento, porque não está chovendo na cidade dele. Você diz a ele que é porque sua cidade fica em outro lugar. Você explica como o clima pode ser diferente em duas cidades. Por alguma razão, você está espantada pela aparente ignorância dele, que você até começou a explicar condensação e a ciência da queda da chuva (ele parece sem noção, quanto mais eu vou ter que explicar para ele?). Logo você se percebe explicando a estrutura molecular da água, ao que ele responde que o clima é igual em todo lugar; ele sabe porque ele inventou isso e controla isso e é amigo do homem do tempo, ah, e também a sua cidade não está no mapa dele, então você é de lugar nenhum, sua trapalhona idiota; agora você não está apenas inventando histórias sobre chuva, você também está alegando que ela acontece em lugares que não existem, e na sua ilusão você ainda acredita que você é de lá! Prendam ela! Ela é doida! Nesse ponto sua boca começa a espumar. Você aponta que no mapa dele, a sua cidade está faltando. Você sabe que é real. Você esteve lá. E também, pelo amor de tudo que é sagrado CHOVE lá, também! Ele disse “olha, agora você está ficando zangada porque você não consegue argumentar sobre a existência da chuva, ou sobre essa cidade que você inventou, a qual não está no mapa.” Então você aponta que talvez a pessoa que fez o mapa nunca esteve lá. “IMPOSSÍVEL!” ele responde como se você estivesse acabado de dizer que porcos voam. “Porque?” você indaga. Você diz, “É totalmente possível. Na verdade, DEVE ser o caso, porque EU CONHEÇO essa cidade, eu NASCI lá, então qual a outra explicação poderia ter para ela estar faltando no seu mapa?”

Eu acredito que através de toda essa conversa, o gaslighting, o ciclo de funcionamento, o puxão de cabelo, o que nós estamos perdendo nisso é que: ele sabe da merda da cidade, porque ele a destruiu, a extinguiu e a colonizou. E ele sabe que chove lá porque ele controla o clima, como ele disse. Ou ao menos, ele pensa que controla. Garoto, ele tem uma onipotência sobre ele. E ele diz que nós estamos delirando? Espere um minuto… hmmmmm.

Não há nada para argumentar. Isto não é sobre argumentos. Isto é sobre dominação. Eles não estão tentando argumentar com nós com essas “discussões”. Eles estão tentando nos calar. Voltas e voltas que nós damos, horas depois fumigando, nos perguntando porque eles simplesmente NÃO ENTENDEM.

Eles entendem. É precisamente este o problema. O que eles não conseguem acreditar e provavelmente estão tão distraídos e entretidos para testemunhar é que você luta duramente. A maioria das mulheres concorda com eles na mesma hora, enterrando sua própria consciência e aceitando isso. Quando nós entendermos que o problema não é que eles não entenderam, que eles simplesmente precisam que nós expliquemos gentilmente para eles mais uma vez, mas na verdade, eles entenderam, e é intencionalmente que eles apagam e negam a nossa realidade, então nós poderemos nos desamarrar de todos os vínculos dos homens e descobrirmos quem nós somos. E se isso não é o suficiente para nos irritar, considere que eles SABEM que eles estão nos extinguindo e destruindo, mas eles NÃO SE IMPORTAM mesmo quando nós entramos em pânico e surtamos e gastamos uma interminável energia argumentando com eles sobre coisas que nós já SABEMOS que é verdade! Como convencer um homem que ele não é uma mulher apresentando-o as nuances da biologia. Ele sabe. Ele quer consumir toda a nossa existência e nos destruir. Isso é deliberar.

Todos eles sabem isso. Qualquer homem que diga o contrário também está fazendo aquelas coisas que eles todos são bons: mentir.

 

Porque pornografia importa para feministas – Andrea Dworkin

Pornografia é uma questão essencial porque a pornografia diz que as mulheres querem ser agredidas, forçadas e abusadas; pornografia diz que as mulheres querem ser estupradas, espancadas, sequestradas, desfiguradas; pornografia diz que as mulheres querem ser humilhadas, envergonhadas, difamadas; pornografia diz que a mulher diz Não mas quer dizer Sim – Sim para a violência, Sim para a dor.

Também: pornografia diz que as mulheres são coisas; pornografia diz que ser usadas como coisas preenche a natureza erótica das mulheres; pornografia diz que mulheres são coisas que homens usam.

Também: pornografia diz que mulheres são putas, vaginas, pornografia diz que os pornógrafos definem as mulheres; pornografia diz que homens definem as mulheres; pornografia diz que mulheres são o que os homens querem que as mulheres sejam.

Também: pornografia mostra as mulheres como partes de corpo, como genitais, fendas vaginais, mamilos, nádegas, lábios, feridas abertas, pedaços.

Também: pornografia usa mulheres reais.

Também: pornografia é uma indústria que compra e vende mulheres.

Também: a pornografia estabelece o estandarte para a sexualidade feminina, para os valores sexuais femininos, para o crescimento das meninas, para o crescimento dos meninos, estimulado pela propaganda, filmes, vídeos, artes visuais, arte fina e literatura, música com palavras.

Também: a aceitação da pornografia significa o declínio das éticas feministas e o abandono das políticas feministas; a aceitação da pornografia significa que as feministas abandonaram as mulheres.

Também: pornografia reforça os direitos dos homens sobre as mulheres por fazer o ambiente externo fora da casa mais perigoso, ameaçador, pornografia reforça o direito do marido sobre a mulher por fazer o ambiente doméstico mais perigoso, mais arriscado.

Também: pornografia torna a mulher em objetos e conveniências; pornografia perpetua o status de objeto das mulheres; pornografia perpetua as divisões de auto-derrota entre as mulheres por perpetuar o status objetal da mulher; pornografia perpetua abaixa auto-estima da mulher por perpetuar o status de objeto da mulher; pornografia perpetua a descrença da mulher pela mulher por perpetuar o status de objeto da mulher; pornografia perpetua a dessignificação e degradação da inteligência e criatividade da mulher por perpetuar o status de objeto da mulher.

Também: violência contra a mulher é usada na pornografia e pornografia encoraja e promove violência contra as mulheres como uma classe; Pornografia desumaniza a mulher usada na pornografia e pornografia contribui para e promove a desumanização de todas as mulheres; pornografia explora a mulher usada na pornografia e acelera e promove a exploração sexual e econômica da mulher como uma classe.

Também: pornografia é feita por homens que sancionam, usam, celebram e promovem violência contra mulher.

Também: pornografia explora crianças de ambos os sexos, especialmente garotas, e encoraja violência contra crianças, e faz violência às crianças.

Também: pornografia usa racismo e anti-semitismo para promover provocação sexual; pornografia promove hostilidade racial por promover a degradação racial como ´sexy´, pornografia romantiza os campos de concentração e de plantação, os nazistas e os proprietários de escravos ;pornografia explora os estereótipos de comportamentos raciais para promover excitação sexual; pornografia celebra obsessões sexuais racistas.

Também: pornografia nubla a consciência, a faz mais brutalizada para a crueldade, para a inflição de dor, para violência contra pessoas, para a humilhação e degradação de pessoas, para as mulheres e crianças abusadas.

Também: a pornografia nos deixa sem futuro; pornografia nos priva de esperança de dignidade; pornografia desenvolve a diminuição do nosso valor humano numa sociedade e nossos potenciais humanos de fato; pornografia esquece a auto-determinação sexual das mulheres e das crianças, pornografia nos usa e nos descarta fora; pornografia aniquila nossa chance de liberdade.

Tradução Veggie Grrrl / Link do post